O dia 24 de junho é a data internacional da prevenção contra a queda de idosos. A iniciativa foi criada pela organização inglesa Help the Aged (Ajude o Idoso), que lançou a ação na Inglaterra em 2008. Não é de hoje que a situação preocupa. Em 2010, a Organização Mundial da Saúde lançou um relatório global sobre a prevenção de quedas na velhice. O índice varia nos diferentes continentes, mas o problema é constante: na China, 6% a 31% dos adultos mais velhos caem a cada ano. No Japão, o índice é de 20%. Na América Latina e Caribe, a proporção varia de 21,6% em Barbados até 34% no Chile. Estudos brasileiros apontam que 30% dos idosos caem pelo menos uma vez ao ano, sendo que 70% dos acidentes acontece dentro de casa. Nacionalmente, o número de mortes por quedas em idosos quadruplicou nos últimos dez anos.

Segundo a OMS, as quedas são responsáveis por mais de 50% das hospitalizações relacionadas a ferimentos entre pessoas com mais de 65 anos. Os principais problemas relacionados são fraturas do quadril, lesões traumáticas do cérebro e ferimentos dos membros superiores. Além disso, esse tipo de acidente também pode ocasionar a síndrome pós-queda, uma espécie de depressão relacionada com as restrições impostas pelas consequências do tombo para o idoso. O quadro é ainda mais alarmante quando há demora no socorro. Segundo estima o Bay Alarm Medical, o idoso que não recebe ajuda em cerca de 5 horas tem grandes chances de ser hospitalizado.

Para prevenir o problema, há diversas ações que podem ser feitas sem tirar a liberdade e a independência. É com esse objetivo que foi criado o “24 de junho”. Os principais fatores de proteção são ligados a mudanças comportamentais, como ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos para manter o organismo resistente. Ainda mais importante são as modificações nos ambientes, como pequenas alterações na casa para deixar o idoso menos exposto a riscos. As tecnologias também podem ajudar na prevenção. Com um serviço de monitoramento como o da IrisSenior, é possível se sentir protegido mesmo estando sozinho em casa. O sistema funciona através de um console ligado à rede telefônica e a um pingente à prova d’água com botão de emergência que fica sempre com o usuário. Em caso de queda, a pessoa pressiona o botão e imediatamente um profissional da Central de Monitoramento entra em contato para saber o que houve. Se necessário, o atendente avisa pessoas previamente definidas pelo cliente, como um parente ou serviço médico, agilizando o atendimento.

 

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