Descubra quais são as causas e consequências das quedas

Ser mãe ou pai não é fácil, mas estar no papel de filho têm se tornado uma tarefa de responsabilidade cada vez mais desafiadora para os jovens adultos brasileiros, visto que a população madura cresce exponencialmente. No censo de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, em 2030 o Brasil vai se tornar majoritariamente maduro. Hoje, o Brasil já é o sexto do mundo em taxa de envelhecimento populacional, com um aumento de 3,2% ao ano e 17,6 milhões de pessoas maduras, o que corresponde a 9,7% da população. Essas estatísticas desencadeiam uma espécie de alerta da sociedade e, principalmente, dos filhos, que não sabem como lidar com a perspectiva de ver os pais envelhecendo. Dentre as principais dificuldades, a mais recorrente é referente a deixá-los sozinhos sem auxílio de um familiar ou cuidador 24 horas, devido às quedas e eventuais esquecimentos ou problemas de saúde já apresentados em situações anteriores. Com a idade avançando, a apreensão também aumenta e os riscos.

Um estudo realizado em 2004 com 50 pessoas pela Escola de Enfermagem Geral e Especializada de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, mostrou que a maioria das quedas ocorre entre mulheres (66%), com idade média de 76 anos, em sua própria casa (66%). As causas foram principalmente relacionadas ao ambiente físico (54%), acarretando sérias consequências, sendo as fraturas as mais frequentes (64%). Já a lesão acidental é a sexta causa de óbito entre pessoas de 75 anos ou mais e a queda é responsável por 70% desta mortalidade.

Em relação ao impacto, cabe observar que este se refere às atividades da vida diária. Dependendo das consequências, pode aumentar a dependência de terceiros para a realização de atividades simples como deitar/levantar-se, caminhar, cortar unhas dos pés, tomar banho, caminhar fora de casa, cuidar das finanças, fazer compras, usar transporte coletivo e subir escadas. Além disso, as quedas trazem sérias consequências psicológicas e sociais, pois a pessoa passa a ser superprotegida devido à preocupação de familiares, levando-a a pensar que é incapaz de se virar sozinha, perdendo a intimidade e a independência que conquistou ao longo da vida. Fora isso, desenvolve o medo de voltar a cair em um segundo momento, se esta não se machucou da primeira, vive com o receio de machucar-se, ser hospitalizado, sofrer imobilizações, declínio na saúde e entre outras variáveis, de acordo com a queda. Do outro lado, não podemos esquecer dos familiares, que precisam se adequar ao novo cenário e se mobilizar para o tratamento e recuperação após as quedas.

Qual seria a sua reação ao ver uma pessoa madura subindo uma cadeira? Você provavelmente a impediria, correto?

O problema, segundo USP, é que elas não caem realizando atividades perigosas, como a do exemplo acima, mas sim em atividades rotineiras. Podemos citar como causas de quedas: pisos escorregadios (26%), atrapalhar-se com objetos no chão (22%), trombar em outras pessoas (11%), subir em objetos para alcançar algo (7%), queda da cama (7%), problemas com degrau (7%) e outros, em menores números.

Destes números, 66% das quedas ocorreram em sua própria casa e 22%, na rua, e o restante na casa de parentes ou amigos. Ou seja, não temos como “controlar” todas as variáveis de uma queda.

Caso um familiar seu esteja ou já está chegando neste patamar de idade, comece a prestar atenção e a “preparar” o terreno para uma conversa sobre a prevenção de quedas. Ainda que o serviço de teleassistência seja pouco conhecido no cenário brasileiro, ele só tende a crescer. Com um serviço de confiança contratado, familiar e usuário podem ter uma melhor qualidade de vida, mais segura ao saber que, em pouco tempo receberá ajuda médica nos casos de queda, evitando possíveis complicações e cultivando paz de espírito quanto à situação.

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